No fluxo de trabalho da química analítica moderna, a preparação de amostras é a etapa que consome mais tempo e a que mais introduz variáveis de erro. A Extração em Fase Sólida (SPE) consolidou-se como a solução técnica superior às extrações líquido-líquido tradicionais, oferecendo um processo de concentração fundamentado na afinidade química entre analitos e sorventes. A Biosystems, presente no suporte científico desde 1990, reconhece que a excelência na SPE é o que garante a longevidade de colunas cromatográficas e a sensibilidade em espectrometria.
Fundamentos e Etapas Críticas da SPE
Diferente da extração por partíção de solventes, a SPE utiliza uma fase sólida adsorvente empacotada em cartuchos. O princípio é a adsorção seletiva: ao passar a amostra líquida pela fase sólida, os compostos de interesse são retidos por interações moleculares, enquanto as impurezas são descartadas. Para que este isolamento seja efetivo, quatro estágios rigorosos devem ser seguidos:
- Condicionamento: Ativação do sorvente com solventes específicos para criar o ambiente químico necessário para a interação.
- Carregamento: A amostra atravessa a fase sólida. Aqui, o controle de fluxo é determinante: se for rápido demais, há perda de analito; se for instável, há canalização do sorvente.
- Lavagem: Remoção de interferentes que aderiram fracamente à superfície.
- Eluição Final: Recuperação do analito através de um solvente de alta afinidade.
1. Eficiência Manual com Controle de Vácuo
Para laboratórios que priorizam flexibilidade em volumes moderados, a utilização de manifolds manuais é a escolha estratégica. O sucesso desta montagem reside na estabilidade da pressão negativa. A utilização de sistemas de filtração como o SFV-1-300 ou o SFV-1-500 permite a visualização clara do processo.
Para evitar a degradação do equipamento por vapores orgânicos, a Biosystems recomenda a Bomba de Vácuo Química DLAB C410. Com diafragmas em PTFE, ela resiste a solventes agressivos, enquanto o monitoramento fino é realizado pelo vacuômetro digital VC-100, que garante que a pressão de extração permaneça rigorosamente dentro do protocolo.
2. Automação com Agimaxx SPE-6A: Tecnologia de Fluxo CNC
Quando a produtividade exige escala, o Extrator Automático Agimaxx SPE-6A surge como o estado da arte. O diferencial desta plataforma é a substituição do vácuo passivo por uma Bomba de Injeção CNC Paralela. Isso significa que a vazão é forçada e idêntica em todos os 6 canais, eliminando as flutuações de pressão comuns em sistemas manuais.
- Gestão de Multi-Solventes: Automação de até 8 canais de entrada, permitindo protocolos complexos de lavagem e eluição sequencial.
- Compatibilidade: Suporte para colunas de 1mL, 3mL, 6mL e 12mL, adaptando-se a qualquer método farmacopêico ou ambiental.
- Reprodutibilidade: A interface touch de 7" armazena métodos detalhados, garantindo que a extração de hoje seja rigorosamente igual à de amanhã.
O Fluxo Completo: Extração e Concentração
A SPE é frequentemente o prelúdio para a concentração de amostras. Após a eluição, o solvente deve ser removido para atingir o volume final de injeção no HPLC ou GC-MS. Para este fim, a Biosystems integra o uso do Evaporador Rotativo RE-100-B Pro, garantindo que o isolado obtido na SPE seja concentrado sob temperatura e vácuo controlados, preservando a estabilidade dos analitos termolábeis.
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