A eletroforese é uma técnica fundamental em laboratórios de biologia molecular e bioquímica, utilizada para separar macromoléculas de acordo com sua carga elétrica, tamanho e forma. Na Biosystems, atuando como parceira estratégica da ciência brasileira desde 1990, compreendemos que, seja no diagnóstico genético ou na purificação de proteínas, a precisão desta técnica é o que viabiliza descobertas críticas na ciência moderna.

1. O Princípio Físico: Migração e Carga

A técnica baseia-se na migração de moléculas carregadas através de uma matriz sob a influência de um campo elétrico. Moléculas negativamente carregadas (ânions), como o DNA e o RNA, movem-se em direção ao polo positivo (anodo). A matriz atua como um "peneiramento molecular", onde moléculas menores percorrem o caminho mais rapidamente que as maiores, permitindo uma separação por tamanho com alta resolução.

2. Sistemas e Matrizes: Horizontal vs. Vertical

A escolha do suporte físico define o sucesso da separação:

  • Gel de Agarose (Horizontal): Padrão ouro para separação de fragmentos de DNA e RNA. Ideal para análises genéticas e forenses.
  • Gel de Poliacrilamida (Vertical): Oferece maior poder de resolução, sendo essencial para a separação de proteínas (SDS-PAGE) e pequenos fragmentos de ácidos nucleicos.
  • Eletroforese Capilar: Uma abordagem automatizada que utiliza capilares de sílica para análises ultrarrápidas com mínimas quantidades de amostra.

Para laboratórios que demandam o nível máximo de separação proteica, a eletroforese convencional evolui para a Focalização Isoelétrica (IEF), técnica de primeira dimensão que isola moléculas pelo seu ponto isoelétrico em gradientes de pH.

3. Aplicações que Movem a Ciência

A versatilidade da eletroforese permite sua aplicação em múltiplos domínios:

  • Medicina Diagnóstica: Identificação de hemoglobinas anormais e doenças genéticas.
  • Ciência Forense: Perfilagem de DNA para investigações criminais e testes de paternidade.
  • Indústria Farmacêutica: Controle de qualidade de fármacos biotecnológicos e anticorpos monoclonais.

Vale ressaltar que a separação é apenas a fase inicial do fluxo de trabalho analítico. Para identificar bandas específicas ou realizar análises de imunodetecção, o próximo passo mandatório é o Electroblotting e Western Blot.

4. A Importância da Água na Eletroforese

Um erro comum é negligenciar a qualidade da água no preparo dos tampões de corrida (como TAE e TBE) e na hidratação do gel. A presença de íons residuais altera a força iônica do meio, gerando superaquecimento e bandas distorcidas (efeito sorriso). Além disso, para análises de RNA, o uso de água livre de nucleases é vital. Recomendamos a leitura do nosso Guia Definitivo de Pureza da Água (Tipo I, II e III) para garantir que sua água ultrapura esteja em conformidade com as normas ASTM.

5. Padronização, Fontes e Resultados

O maior desafio da eletroforese é a reprodutibilidade. A escolha de fontes de tensão estabilizadas e cubas com design térmico eficiente é crucial para garantir dados prontos para publicação. A precisão de todo o sistema depende diretamente de Fontes de Alimentação Estabilizadas, capazes de operar em Voltagem ou Corrente constante conforme o protocolo.

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